quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Jessé Santo

(Participação Fernando Anitelli)

O meu olhar não esconde amo você
O meu olhar explode de alegria 
Quando olho pra você
A sorte trouxe minha neguinha
Pra revirar minha caixinha
Me bagunçar me enlouquecer

Nega me diz o que fazer
Pra não te ver sofrer
Pra mim é um castigo
Nega você me dá prazer
voce faz entender 
Que o amor é mais bonito

Nessa vida
Nessa vida

Nega seu charme mexe comigo
Me leva pro paraíso
Me leva com você

Nega segura na minha mão
Sacode meu coração
Me leva com você


A vida sempre me reserva boas surpresas. Uma delas foi que através do Fernando Anitelli (O.T.M), conheci o Jessé Santo. Uma figura carismática, talentoso cantor, compositor, instrumentista e gente boa pra caramba. A primeira música que ouvi ele cantando foi "Nega". Pronto! Já me apaixonei.
O mundo está passando por um momento em que o individualismo e o oportunismo se sobrepõem em detrimento ao coletivo. Os valores humanos perderam espaço para a ostentação, a falta de respeito, a segregação e a violência. É nesse momento de carência da humanidade que o amor aparece como o carro-chefe do novo CD de Jessé Santo. O pernambucano que está há 15 anos em São Paulo finaliza o segundo disco da trilogia "Esse - Outro - Mais Um". Oito anos depois do lançamento do CD "Esse", chegou a vez de "Outro". Nele, Jessé Santo apresenta canções autorais, sendo grande parte delas um chamamento ao amor. Convoca a massa para “apostar num coração” e pedir “mais amor na cabeça”. A obra também exalta o amor dos relacionamentos. Como o que confessa sentir por uma certa Nega, que “revira a caixinha, bagunça e enlouquece”. Nesse trabalho, Jessé Santo teve ilustres parcerias. Dividiu o microfone com grandes artistas e amigos como Jota Erre, Fernando Anitelli, Fabiana Cozza e Selma Fernandes. E foi homenageado com o arranjo da música ”Rua”, um presente do mestre Luizinho 7 Cordas. Além disso, teve apoio de uma legião de músicos que sabem o quanto foram essenciais, enaltecidos aqui sem distinção. A proposta deste segundo disco é também mostrar a diversidade musical por que passeia Jessé Santo. Um camarada de “todos os quintais”, que “paga pra ver, vive num mar de conflitos sem saber como desatar o nó”, com “a cabeça em disparada, cheia de ideias querendo voar”. E com a certeza de que “não quer morrer no mar”.

Vem comigo curtir as canções de Jessé:




domingo, 19 de agosto de 2018

Banda Gram


Você tem o que eu sempre quis
Você sabe o que quer, também sabe o que tem 
Ou pode ter quem quiser

Você passou e riu, me faz pensar que sim
Sempre quero alguém
Que jamais olhou pra mim

Você vem andando sobre o mar
Você sabe onde vai, deve estar com alguém 
Que te enxergou como eu

Você é um filme em mim
Que tem final feliz, que me faz voar
E jurar que já te vi, mas jamais me olhou
E jamais me olhou, que jamais olhou pra mim

Oh, você sabe o que faz
Pra me manter fiel, você nunca é demais
E eu sei de cor seu olhar, que não vem
Se é que vem, Vem...

Se não passou não riu
Não tem final nenhum
Sempre quero alguém
Que jamais olhou pra mim


Gram é uma banda paulistana de rock alternativo formada em 2002. Antes de seu início, Sergio e Pagotto tinham uma banda cover dos Beatles, chamada The Beatless, que chegou inclusive a tocar no consagrado Cavern Club em Liverpool. Após o ocorrido, montam a banda Mosva, já com o guitarrista Luiz Ribalta, cantando em inglês. Gravam um disco auto-intitulado, mas a banda dura pouco tempo. Depois de algum tempo, montam o Gram, incluindo agora o guitarrista Marco Loschiavo e o baterista Fernando Falvo e agora, cantando em português. Gravam seu primeiro disco de maneira independente, assim como o primeiro clipe, criado e animado por Sergio Filho, durante seu período de férias. Com o lançamento do videoclipe "Você pode ir na janela", a banda chama a atenção da Deckdisc que lança em 2004 o primeiro álbum da banda, auto-intitulado. Entre 2004 e 2005, a banda faz vários concertos, toca em festivais como Abril Pro Rock em Recife, o MADA em Natal e o Festival de Verão de Salvador. Em 2005, a banda lança o álbum ao vivo MTV Apresenta Gram que sai em DVD e CD. No começo de 2006, começam a trabalhar no novo álbum, batizado Seu Minuto, Meu Segundo, lançado em 19 de setembro de 2006. Sete anos depois da separação, a banda anunciou na internet que retomou as atividades, motivados principalmente pela página Volta Gram, criada no Facebook e que conta hoje com mais de 2 mil seguidores.Houve uma separação e em 2014, após o seu retorno, a banda lançou digitalmente um EP, em parceria com a Sony Music, intitulado Outro Seu. 

Ouçam o som da Gram:

2004 - Gram


2006 - Seu Minuto, Meu Segundo


2014 - Outro Seu


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Rockin’1000 - Nirvana



Gente, imaginem mais de 1.000 pessoas tocando e cantando "Smells like teen spirit" do Nirvana!

Então...foi o que fez o projeto italiano de rock Rockin’1000 (que foi criado para fazer com que os Foo Fighters tocassem em Cesena, na Itália) Aliás, Rockin'1000 se intitula a maior banda de Rock já que como o nome indica, mais de mil músicos tocam e cantam simultaneamente em seus shows. O primeiro grande show que eles apresentaram, foi exatamente com tocando a música “Learn to fly” do Foo Fighters (que eu já postei aqui...um arraso). Vou tentar trazer o CD lançado em 2016 “That’s live – Life In Cesena 2016”, que inclui releituras de clássicos como “Born to be wild” (Steppenwolf), “It’s a long way to the top” (AC/DC) e “Rockin’ in the free world” (Neil Young). 

Por enquanto, vamos curtir esse show incrível!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Stairway to Heaven - Trio Amadeus ( Led Zeppelin) Dia Mundial do Rock!


O dia 13 de julho é reconhecido no Brasil como o Dia Mundial do Rock. A data celebra anualmente o rock e foi escolhida em homenagem ao Live Aid, megaevento que aconteceu nesse dia em 1985. A celebração é uma referência a um desejo expressado por Phil Collins, participante do evento, que gostaria que aquele fosse considerado o "dia mundial do rock". O evento também ficou conhecido por conta do objetivo principal era o fim da fome na Etiópia. O evento chamou a atenção por contar com a presença de muitos artistas famosos na época. Entre os participantes, estavam The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.  O vídeo é com o Trio Amadeus apresentando a incrível música Stairway to Heaven, da histórica banda Led Zeppelin. Viva o Rock!


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Tuca Oliveira


Eu estava tão distraído
Que nem pude ver o amor chegar
Agora eu ando tão perdido
Tô trocando passos no espaço

Posso te pegar em casa às dez
E te levar pra ver o céu
E ver a cidade inteira
De um lugar bem alto
Onde ninguém possa nos ver

Seremos eu, você e as estrelas
E no som do carro toca
Uma canção que eu fiz
Só pra ver a tua cara
Quando eu disser do nada
Tem um vinho e duas taças no banco de trás

Eu andava tão desiludido
É que eu amei alguém em vão
Isso explica o meu receio
De te olhar nos olhos quando te achei

Mas hoje eu me sinto mais vivo
Muito mais feliz até comigo
Eu até já mandei flores
Agora abre a porta que eu já cheguei



O Tuca oliveira promete. Tipo assim: ouvi e gostei!
O músico que ainda não fez 18 anos  e com cara de criança, é compositor mineiro (nascido em Muzambinho, em 28/12/1991), um representante da nova geração de músicos engajados com a MPB. Ele tem na internet sua maior ferramenta de divulgação. Com gravações simples de suas composições publicadas nas principais plataformas de áudio e vídeo na rede, atinge números expressivos de acessos diários, propagando seu trabalho para todas as regiões do Brasil. Começou na carreira musical aos 6 anos de idade. As tradições de Muzambinho-MG, lugar onde nasceu e foi criado, falavam alto ao coração do menino "Juninho da Sanfona", como era conhecido à época. Chegou a pender para o gênero sertanejo, sendo considerado fenômeno mirim. Mas as crianças, assim como os sonhos, crescem e tomam corpo. A descoberta de novos sons, na adolescência, fez com que Tuca encerrasse carinhosamente seus vínculos com o passado de menino prodígio e passasse, então, a fazer música de gente grande. Suas maiores inspirações são Queen, Beatles, Clube da Esquina, Nando Reis, 14 Bis, Moska, A Cor do Som, Ivan Lins, entre outras. Em 2008, Tuca conhece a banda carioca Nave de Prata, da qual passa a fazer parte, atuando como tecladista do grupo até meados de 2015. Em 2013, frequentando saraus na cidade do Rio de Janeiro, Tuca conheceu Elisa Fernandes, Romulo Ferreira, Daniel Delavusca, David Alfredo, Paulinho Thomaz e outros importantes compositores de sua geração, e fundou o coletivo Nós de Cabrália. Atualmente esse grupo,  está em fase de produção de seu primeiro disco, com previsão de lançamento para 2018. Lá nos idos de 2013, Tuca teve a canção “Eu, Você e as Estrelas” gravada pelo renomado cantor de voz potente Ricky Vallen. Além da gravação, os dois também se tornaram parceiros de composição, escrevendo juntos “Rotina” e “Pedaço de Carne”, que também farão parte do novo CD de Ricky, intitulado “Meu Ponto Cardeal”. Já são mais de 80 composições, vários intérpretes e uma história que está apenas começando a se desenrolar.  O músico lançou o primeiro CD, no primeiro semestre de 2018. O álbum de estreia, com produção de Mú Carvalho (A Cor do Som), conterá 10 canções.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Feliz Niver, Chico!

Hoje é aniversário dele, mas, o presente é nosso! 
Salve Chico Buarque de Holanda!


" Eu sou sua menina, viu? 
Ele é o meu rapaz.
Meu coração é testemunha
Do bem que ele me faz..."






terça-feira, 12 de junho de 2018

Clemente Nascimento


Sou um anjo caído a vagar
Pelo canteiro da avenida central
Não posso salvar
Nem eu nem você

Sem destino e sem perdão
Por ter caido em tentacao
Não há o que mudar
Não há o que fazer

Quando os anjos caem
Não há muito o que fazer
Quando os anjos caem
É fechar os olhos para não sofrer

Condenado não posso voar
Com dores n'ombros 
Tenho que andar
Sou apenas mais um na multidão

Vendo o mundo desabar
Sem nada poder fazer
Apenas rezar
A mesma oração

Quando os anjos caem
Não há muito o que fazer
Quando os anjos caem



Gente, ouçam o Clemente Nascimento! Ele é um dos protagonistas da cena punk no Brasil, em 1978 já era baixista do Restos de Nada, um dos primeiros (se não o primeiro) grupo punk de São Paulo. No ano seguinte, passou pelo N.A.I (Nós Acorrentados no Inferno), que depois virou a histórica Condutores de Cadáver. Em 1981, Clemente fundou o Inocentes, que além de hinos punks e discos clássicos, também contribuiu para solidificar seu nome como excelente letrista e uma das pessoas mais importantes no cenário musical nacional. Atualmente, além do Inocentes, está à frente da Plebe Rude Em 2016 se dedicou ao primeiro projeto solo intitulado “Clemente e A Fantástica Banda Sem Nome”, que foi lançado pela gravadora Hearts Bleed Blue (HBB).. O disco, intitulado “Antes que Seja Tarde”. Em “Antes que Seja Tarde”, Clemente tem a companhia de músicos veteranos, como Joe Gomes (ex-Pitty) no baixo, Johnny Monster (Daniel Belleza e Corações em Fúria) na guitarra, e Rodrigo Cerqueira (ex-Skuba/Firebug) na bateria. Segundo Clemente, o álbum mostra canções que também fazem parte do seu universo, e que ampliam os horizontes da sua música, sem perder a verve das raízes punk e ao mesmo tempo, poder completar uma lacuna que não é preenchida nem pelo Inocentes e nem pela Plebe Rude. “Neste projeto eu tenho a liberdade de experimentar sonoridades diferentes do que as do Inocentes e da Plebe. Tem músicas nesse projeto que foram escritas a 30, 25, 20 anos atrás, mas não tinham a cara das outras bandas, e quando nos reunimos acabei compondo algumas músicas com a banda e outras sozinho, já inspirado pelo clima desse disco, que é mais lírico e lúdico, sem perder o frescor alternativo”, comenta.

Vem comigo curtir o som maneiro de Clemente:

A_Noite_Passa_Tao_Devagar
As_Verdades_Doem
Coracoes_Solitarios
Imprescindivel.
Nada_Mais
Os_Sinais
Palavras_Mortas
Quando_Os_Anjos_Caem
Sonhos_(Me_Deixem_Em_Paz)
Sou_Como_o_Sol.
Tosco_Blues



domingo, 3 de junho de 2018

Tributo a Harrison - "My Sweet Lord"





 Um  tributo para George Harrison foi realizado no Royal Albert Hall, em Londres, em 29 de Novembro de 2002 no primeiro aniversário de sua morte. O show teve a direção musical de Eric Clapton e Jeff Lynne. Os lucros do evento foram para a "Material World Charitable Foundation", uma organização criada por Harrison. 
Foi impressionante a interpretação de "My Sweet Lord"!
Na guitarra acústica Eric Clapton, na guitarra elétrica o filho de George Harrison, no piano Paul McCartney, na primeira bateria Ringo Star, na segunda bateria Phill Collins, na segunda guitarra elétrica Tom Petty, no órgão e fazendo a primeira voz o incrível Billy Preston. Também estavam presentes nesse concerto: Bob Dylan, Ravi Shankar, Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton. Todos um pouco gordinhos e enrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70. Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto Beatle; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravações dos Beatles.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Fernando Anitelli



Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele enfim dormiu apático 
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo a vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão a rubrica



“Sem Horas e Sem dores, Respeitável Público Pagão"”,  esse é o Fernando Eduardo Silva Anitelli, paulista de 44 anos,  idealizador,  compositor,  vocalista, o coração, a alma...enfim, a essência de  O Teatro Mágico. Ele exala poesia, ele nos passa uma vontade de cantar a vida,  cantar nossos protestos, nossos sentimentos mais íntimos, cantar o amor em todas as vertentes. Em 2003 ele realizou um sonho: deu início ao projeto “OTM”, um grupo musical que mistura elementos circenses, teatro, discussões políticas, e POESIA. OTM se tornou um imenso sucesso, lotando todas as casas de espetáculos em que se apresenta, sem apoio midiático, contando apenas com um público fiel, ávido de cultura, lirismo e boa música.
Mas, hoje quero apresentar o Nando em solo e em suas parcerias. Pérolas que me invadem a alma e me fazem viajar no cosmo do imaginário, do lírico, do lúdico, e despertam o que há de melhor em mim. Espero que curtam.

Vamos viajar juntos nos acordes de Anitelli?


Parcerias:


Recitando Fernando Pessoa:




sábado, 5 de maio de 2018

Canção em volta do fogo




Se o amor então se cansou
Durma, que a lua eu vigio
Se o céu te parece ruir em pedaços de vidro 
Dançaremos em volta do fogo 
Subiremos com a maré
E amanheceremos de novo 

Se o nosso olhar se perder 
Em horizontes tão estranhos 
E o mundo insistir em girar como numa ciranda . 
E deixaremos as luzes acesas 
E abriremos as portas da casa 
Para termos então a certeza... 
Que toda a noite será 
Eterna como um sonho
Que insistimos em ter 

Então durma, durma
Que o dia não demora a sangrar 
Com o canto do primeiro galo
Então durma, durma 
Que o dia não demora a sangrar
Quando o primeiro galo cantar 

Deixaremos as luzes acesas 
E abriremos as portas da casa
Para termos então a certeza 
Que toda a noite será
Eterna como um sonho
Que insistimos em ter

Então durma, durma
Que o dia não demora a sangrar
Com o canto do primeiro galo
Então durma, durma 
Que o dia não demora a sangrar